
"O
menino veio ao mundo da forma mais simples e pobre, como se Deus quisesse
dizer: olha, não é a riqueza, gente! Felicidade rima é com... simplicidade.
Essa é a mensagem"
O
mais fascinante do Natal cristão é valorizar a simplicidade , como está a cada
momento contado na bíblia. Até os mais descrentes não escondem o espanto diante
de uma história que parece ir ao
contrário do que se esperava.
Afinal,
o nascimento de um menino que é Homem e Deus ao mesmo tempo, poderia ser a
história de alguém com superpoderes, muito rico e poderoso, filho de um reino
próspero, e com um trono de ouro para ele ocupar.
Afinal,
não seria o nascimento de um menino qualquer, mas do filho... de Deus!
Maria,
grávida e sem ter onde se hospedar
Um
casal muito simples sai de casa para ir até sua terra natal, Belém, pois o
governo estava querendo saber quantas pessoas eram de lá e de outras cidades.
José
e Maria eram gente simples, nada tinham de nobres. José era descendente de um
Rei antigo, Davi. Mas isso não punha nenhuma moeda no bolso dele e nem nenhum
tratamento especial.
Maria,
grávida, já pertinho de ter o filho. Prepararam o burrinho, umas mudas de
roupa, uns paninhos pro bebê que podia nascer a qualquer momento. E, tomaram a
estrada para Belém.
A
noite cai, a família na estrada, e não encontravam onde se hospedar. Não havia
acomodação. Fazer o quê? Maria já começava a dar sinais do parto. A saída foi
aceitarem o convite para se ajeitar num estábulo, único espaço disponível,
misturados a bois e cavalos.
E
parece que os estábulos eram construídos em grutas, porque há algumas citações
nesse sentido. Até uma música natalina diz: "Eis na lapa (sinônimo de
gruta) Jesus, nosso Bem".
José,
o carpinteiro pobre e o berço do filho de Deus
É
bom lembrar que José era um carpinteiro, desses que cortam madeira bruta pra
fazer uma cerca, um mourão de curral... Ganhava pouco não poderia sair para
comprar um berço mas precisavam de um.
Então naquele lugar entre os animais, José
teve a ideia de usar o comedouro (cocho, manjedoura) onde se põe ração pros
bichos comerem. Maria forrou o cocho com algumas palhas, envolveu o menino nos
paninhos que havia trazido e estava pronto o berço do filho de Deus.
Ali
mesmo Maria deu à luz, sabe-se lá em que condições. Fazia frio naquela noite.
Tanto que alguns relatos dão conta de que foi o bafo do burro e da vaquinha que
estava na estrebaria que garantiu o calor para o recém-nascido.
Ora,
Deus pode tudo se desejasse, poderia ter mandado seu filho nascer num palácio
O
menino veio ao mundo da forma mais simples e pobre, como se Deus quisesse
dizer: olha, não é a riqueza, gente! Não é a riqueza! Felicidade rima é com...
simplicidade. Essa é a mensagem.
O
menino era pobre! Natal não é festa rica!
Por
isso espanta e aborrece ver representações do Natal com José e Maria vestidos
com roupas finas e vistosas, cheias de pedras preciosas...
O
menino Jesus veio ao mundo numa noite fria, foi deitado num cocho forrado com
palhas e enrolado nos panos pobres. Natal, é simplicidade é humildade.
Os Cristãos Nas Redes Sociais
Ora,
se o próprio Deus, não quis riqueza no nascimento de seu filho e o fez nascer
na mais absoluta pobreza, por que vemos nas redes sociais postagens onde a pessoa é o centro e Jesus fica de lado, fotos de ostentações de riqueza celebrando
o Natal.
Natal
é para nos abraçar
Esquecer as diferenças e celebrar os valores maiores desta
vida - o amor, a fraternidade, a caridade, a simplicidade, o afeto, o carinho,
o respeito às diferenças, a tolerância e a certeza de que em uma manjedoura,
numa noite fria de Belém, um menino foi deitado há mais de 2 mil anos e ele é o
FILHO DE DEUS NASCIDO POBRE.
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Eu Peter Dorner pobre que sou, lembro aos irmãos em Cristo que o nosso Natal simples é tão mais parecido com o Natal de Jesus do que o Natal de ostentação exibido no Instagram e WhatsApp de nossos irmãos privilegiados. Desejemos a todos um Feliz
Natal.